Introdução: As cefaleias recorrentes representam um problema de saúde frequente entre universitários, influenciadas por fatores como estresse acadêmico, privação de sono, hábitos alimentares irregulares e longos períodos de exposição a telas. Esse quadro pode comprometer o desempenho acadêmico, a qualidade de vida e o bem-estar psicológico, tornando relevante a compreensão de sua incidência e características nesse grupo populacional.
Objetivo: Determinar a incidência de cefaleias recorrentes entre universitários e identificar fatores associados à sua manifestação.
Metodologia: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado com universitários de diferentes cursos por meio de questionário estruturado. Foram coletados dados sociodemográficos, características das cefaleias (frequência, intensidade, fatores desencadeantes), hábitos de vida e histórico clínico. A análise estatística incluiu medidas de frequência, médias e avaliação descritiva das associações entre variáveis.
Resultados: A incidência de cefaleias recorrentes foi elevada, predominando entre estudantes do sexo feminino e nos primeiros anos da graduação. As cefaleias tensionais foram as mais frequentes, seguidas pela enxaqueca. Entre os fatores mais associados ao desencadeamento dos episódios destacaram-se estresse acadêmico, horas insuficientes de sono, uso prolongado de dispositivos eletrônicos e consumo irregular de refeições. Estudantes afetados relataram impacto significativo na concentração, produtividade e participação em atividades acadêmicas.
Conclusão: A alta incidência de cefaleias recorrentes em universitários evidencia a necessidade de estratégias de promoção de saúde voltadas ao manejo do estresse, higiene do sono e educação sobre hábitos de vida saudáveis. Intervenções institucionais podem contribuir para a redução da frequência e intensidade dos episódios, favorecendo o bem-estar e o desempenho acadêmico dessa população.
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